SCD e TUNEL

Fragmentação de DNA Espermático

Na infertilidade conjugal, o fator masculino é responsável por 30 a 50% dos casos.

As análises convencionais de sêmen geralmente avaliam a qualidade dos espermatozóides (morfologia, motilidade e concentração) mas não verificam a integridade do DNA.

Espermogramas de homens com motilidade e morfologia alteradas apresentam maiores taxas de fragmentação do DNA espermático. Recentes estudos confirmam que diversos pacientes com espermograma normal apresentam alta porcentagem de espermatozóides com DNA fragmentado, podendo explicar a infertilidade sem causa aparente.

Espermatozóides com lesão no DNA, estão relacionados com o comprometimento do desenvolvimento embrionário e a falha gestacional.  Apesar de o óvulo ter a capacidade de reparar  alguns danos pré-existentes do DNA espermático, essa capacidade é limitada e, às vezes, inadequada, resultando em falhas no desenvolvimento embrionário. Além disso, mudanças na arquitetura da cromatina espermática podem infuenciar a regulação da expressão de genes paternos no embrião.

O Genesis Genetics Brasil realiza o teste de fragmentação de DNA espermático através de duas metologias: SCD (do inglês, Dispersão de Cromatina Espermática) e TUNEL (Terminal dUTP Nick End Labelling).

SCD

A Tecnologia de Dispersão de Cromatina Espermática se baseia na resposta diferenciada que o núcleo do espermatozóide com o DNA fragmentado apresenta em comparação àqueles com o DNA intacto.

A desnaturação controlada do DNA seguida pela extração das proteínas nucleares dá origem a nucleóides parcialmente deproteinados com alças de DNA expandidas, formando halos de dispersão de cromatina.

Entretanto, os nucleóides de espermatozóides com DNA fragmentado não desenvolvem halos, ou este é mínimo.

 

Dispersão de Cromatina Espermática

Dispersão de Cromatina Espermática

 

TUNEL

A avaliação de TUNEL se baseia na incorporação de nucleotídeos (d-UTP= 2’-desoxiuridina 5’ trifosfato) marcados com corante fluorescente (Isotiocianato de fluoresceína – FITC) na região livre 3’ OH das quebras do DNA fita simples ou fita dupla. Essa reação é catalizada por uma enzima denominada de terminal deoxynucleotidyl trasnferase que irá polimerizar os nucleotídeos modificados nas regiões  de fragmentação do DNA.

Tunel

Tunel

A incorporação de d-UTP fluoresceína é, então, amplificada por várias reações enzimáticas secundárias e mensurada por microscopia de fluorescência. Os espermatozóides examinados microscopicamente são identificados como TUNEL positivo (DNA fragmentado), por causa da presença de coloração verde intensa na cabeça espermática determinada pela ação do corante isotiocianato de fluoresceína – FITC ou negativo (DNA íntegro), ausência da coloração verde.

Indicações para determinação da fragmentação de DNA espermático

Esse teste deve ser realizado juntamente com outros testes espermáticos funcionais para auxiliar o clínico na prescrição do tratamento correto e aconselhamento do casal infértil com fator masculino.

O teste deve ser oferecido aos pacientes antes de ciclos de FIV/ICSI com histórico de:

  • Infertilidade inexplicada ou persistente após tratamento da esposa
  • Espermograma normal, mas com falha de gestação
  • Análise de sêmen anormal (incluindo alterações na concentração, motilidade e/ou morfologia pelo critério de Kruger,)
  • Taxa de fertilização e qualidade embrionárias baixas
  • Falha de implantação  em ciclos IVF
  • Abortamento recorrente
  • Exposição prolongada a ambientes com produtos tóxicos
  • Uso prolongado de certas medicações
  • Obesidade
  • Fumantes
  • Idade superior a 50 anos
  • Antes de IUI/FIV/ICSI
  • Varicocele

Indicações após o teste

 Caso o resultado do exame seja taxa de fragmentação  moderada ou alta deve-se:

  1.  Identificar se o paciente foi exposto a agentes tóxicos ou fatores de risco como: pesticidas, metais pesados, solventes orgânicos, radiação, poluentes do ar, uso de drogas, febre alta, temperatura testicular elevada, produtos do tabaco, ou álcool. Em caso afirmativo os efeitos desses agentes devem diminuir num período de 10 a 12 semanas após a última exposição.
  2.  Utilizar terapia anti-oxidante recomendada pelo médico por um período de no mínimo 10 a 12 semanas.
  3.  Repetir o teste após um ciclo de espermatogênese (10 a 12 semanas).
  4.  Caso a fragmentação persista no teste subseqüente, o casal terá redução nas chances de reprodução assistida.
  5.  Resultados de taxa de fragmentação moderada  não excluem a possibilidade de uma gestação normal a termo, mas coloca o homem em um grupo no qual a concepção é mais demorada, o número de ciclos de FIV é maior e há maior risco de abortamento.

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